Nhoque de abóbora cabotiá



Esse post mostra um ingrediente que veio de Rio de contas, mas muito provavelmente não é originário de lá.

Por não conhecer todos os tipos de abóbora, fiz uma curta pesquisa através do google web e imagem e pelas fotos, essa abóbora que lhes apresento (ou não) hoje é mais conhecida como japonesa ou cabotiá. Se eu estiver errada me corrijam, tá! Pesquisei tudo aqui, aqui e aqui :s (e vem + 2 links abaixo). O que mais me impressionou é que mesmo sendo de origem japonesa, a abóbora cresce lá (Rio de contas), alí e aculá.


Como não sou grande conhecedora de abóboras (de novo isso!), não sei se esta estava verde ou madura. Acredito que pelo meu conhecimento hortifrutigranjeiro em geral, essa ainda amadureceria mais antes de ser consumida. Só que eu já havia cortado e não iria jogar fora. Uma coisa é certa, a abóbora não estava muito doce e isso deu o veredicto da receita. 

 
Esse post foi um aprendizado para mim. Em minhas pesquisas descobri que a abóbora é rica em milhares de nutrientes e servi também para tratar de um monte de doenças. Mas aqui gostaria de me reter somente ao nhoque. 

Se quiserem ler mais sobre abóbora o blog é esse! O bacalhau com batata, do mestre Carlinhos de Lima. De lá também tirei a receita que usei como base para fazer esses nhoques. Usar menos farinha fez toda a diferença na textura da massa, o nhoque ficou super macio e o molho arredondou tudo.

A propósito! O molho é apropriado para outros tipos de massa também tá ;)

Nhoque de abóbora caboitá
Rende 55 unidades-zinhas

Purê de abóbora
Rendeu 250g

1 abóbora de 1198g

Recorte a cabo da abóbora. Recorte a mesma ao meio. Corte o fundinho e retire as sementes com a ajuda de uma colher. Depois recorte cada metade ao meio. Ficarão quatro bandas. Acomode as quatro bandas de abóbora em uma assadeira (sem água, sem nada) e cubra com papel alumínio (pressione bem as laterais para não escapar vapor durante o cozimento). 


Coloque no forno. Ligue o mesmo a 200°C e deixe assando por 80 minutos. Quando for no minuto 70 confira se a abóbora está cozida com a ponta de uma faquinha. Se você espetar e a faca entrar e sair deslizando, então a abóbora estará cozida (se não estiver cozida, deixe mais tempo no forno). Retire totalmente o papel alumínio e deixe no forno até completar os 80 minutos. Desligue o forno e deixe a abóbora dentro do forno fechado por mais cinco minutos.

Retire a abóbora do forno e com o auxílio de uma colher retire a polpa macia ainda quente. Coloque em um prato e amasse com um garfo. Depois passe esse purê por um espremedor de batatas. Deixe esfriar totalmente antes de usar.

Massa do nhoque

250g de purê de abóbora
1 gema
1 pitada de sal

60g de farinha de trigo sem fermento para a massa + 50g para trabalhar os nhoques

Misture com uma espátula a gema do ovo com o purê. Adicione o sal e misture. Coloque 60g de farinha em duas vezes e misture a cada adição. O aspecto da massa será bastante denso, mas não será igual a uma massa de pão ou algo parecido. Essa massa ficará bastante delicada.

Espalhe generosamente sobre uma pedra ou mesa de madeira , farinha de trigo. Coloque a massa dos nhoques, cubra com mais bastante farinha e comece a fazer um rolo. Bastante delicadeza nessa hora! Você não conseguirá fazer rolos muito compridos portanto, a medida que o rolo for crescendo, corte-o e trabalhe-o. A mim rederam quatro rolinhos!


Trabalhe sempre com bastante farinha. Recorte cada rolo em vários pedacinhos e trabalhe individualmente cada um deles transformando-os em nhoquinhos lindos e fofinhos e pequenininhos... chega!  Repouse cada nhoquinho (eu disse chega!) sobre uma camada de farinha e reserve até a hora de cozer.

Mar de nhoque


Cozimento: muita água (com sal) fervente, não borbulhante. Com a ajuda de uma escumadeira, coloque vários nhoques para cozinhar. Estarão prontos assim que subirem à superfície da água. Retire-os da água, sirva-os diretamente em um prato e coloque molho por cima. Se espera pelos nhoques, mas os nhoques não esperam por você! 


Molho gorgonzola

2 col. sopa de azeite de oliva
2 dentes de alho picadinhos
50ml de vinho branco
1 col. chá rasada de caldo de legumes
do Alex Atala :)
150ml de água
100ml de leite de coco
100g de queijo gorgonzola grosseiramente cortado
Pimenta do reino moída na hora à gosto
Amido de milho
para engrossar o molho, se for necessário. Mas bem pouquinho!

Numa panelinha quente, jogue o azeite, depois o alho. Quando subir o cheirinho do alho jogue o vinho e deixe reduzir, até que quase não tenha mais nada na panela. Acrescente o caldo e deixe dissolver. Agora a água. Deixe reduzir por dois minutos. 

Acrescente o leite de coco e deixe cozinhar por 1 minuto. Abaixe o fogo o máximo que puder. Adicione o queijo gorgonzola e mexa até que o mesmo dissolva por completo. Não coloquei nenhuma ervinha fresca por que acho que o gorgonzola não deixa! 

Para decorar o prato usei ervas finas secas e reguei com um fio de azeite de oliva. 

Bon appetito e um abraço!