terça-feira, 29 de março de 2011

Macarrão oriental


 
Oi, Oi 

Tudo bem com vocês? Espero que sim, pois há pouco acabei de comer um macarrão oriental delicioso e comigo tá tudo ótimo agora.

Digo agora, pois antes eu tava com uma fome da gota.

Como eu tinha na geladeira os talos da folha da acelga que sobrou dos Gyozas e todos os temperinhos necessários, resolve passar no supermercado perto aqui de casa para comprar o que faltava para fazer um macarrão oriental.

Nossa como ficou bom!!!!!
 
Macarrão oriental
Rende quatro porções


300g de carne de boi (bife de coxão mole)
250g de macarrão instantâneo ( vende na embalagem de 500g, cozimento 5 min)
1 abobrinha pequena
1 cenoura grande
só a parte laranja da cenoura, o centro você come ou coloca na próxima sopa
1 pimentão verde que ficou vermelho na prateleira hihihi
1 alho-poró pequeninho
½ maço de cebolinha
(sobra)
6 à 8 talos de acelga (sobra)

Para o molho:

150ml de água
2 col. sopa de caldo de carne líquido
3 à 4 col. sopa de shoyu

6 col. de sopa de mirin (sake adocicado próprio para cozinhar)
2 col. sopa de molho tipo tonkatsu
2 col. sopa de óleo de gergelim tostado
1 col. chá rasa de amido de milho
diluído em 1 col. sopa de água

Tudo preparadinho e mãos a obra!

Com duas panelas foi tudo mais rápido. Comecei tostando, com pouco óleo, os legumes e verduras respectivamente. Primeiro o talo da acelga, a abobrinha, a cenoura, o pimentão, o alho-poró e a cebolinha (esses dois juntos). Depois a carne e o macarrão. Por último cozinhei o molho. Antes de colocar um novo ingrediente na panela, coloque um fio de óleo antes.

Para obter tiras bem fininhas da ceroura, eu passei a ponta da faquinha fazendo riscos na profundidade certa até o centro da mesma (não coloque o centro da cenoura na preparação, use na próxima sopa). Depois vim com um descascador de verduras e fiz o mesmo movimento como se estivesse descascando a cenoura e lá estavam minhas tirinhas. O restante dos legumes foi com uma faca mesmo.

Uma das panelas que usei foi uma WOK e a outra, uma frigideira antiaderente, mas você pode usar duas frigideiras, sendo que uma delas tem que ser maior para caber tudo depois.

Tostar os ingredientes dá um sabor incrível ao prato. O importante é usar fogo alto e ficar sempre atento para não queimar nada.

Você vai tostando cada ingrediente (não precisa usar sal em nada, tudo será temperado somente com o molho) e vai depositado em uma tigela. Menos o macarrão, ele você deixa dentro de uma das panelas com o fogo desligado. Mas só até o molho ficar pronto!

O ideal seria cozinhar o macarrão no dia anterior para ele passar a noite na geladeira. Assim o seu amido se solidifica e na hora de tosta-lo fica melhor, pois ele não voltará a cozinhar rapidamente. Mas como tinha que ser para já, eu o cozinhei, escorri, coloquei um minuto debaixo d´água e deixei de molho em água gelada por cinco minutos. Depois escorri mais uma vez, chaqualhei bem para retirar toda a água, coloquei sobre um prato e deixe na geladeira enquanto tostava os outros ingredientes. Deu certo!!! Também não cozinhei durante os 5 minutos que o fabricante recomenda, 4 min e 40 seg foi o tempo que indicava o meu relógio de cozinha quando eu o interrompi. Hihihihi

Com a carne tem que ser jogo rápido. Panela bem quente, óleo, carne (pouca por vez), uma tostadinha e pronto. Essa rapidez evita que a carne solte seu suco, o que é muito importante nessa preparação. Você pode usar a carne da sua preferência! 
 
Com o molho você procede assim: coloque a água e o caldo de carne para ferver, depois todos os outros ingredientes, menos o amido. Deixe ferver um pouco e acrescente o amido diluído na hora, deixe ferver mais um pouco (se ficar grosso demais ponha um pouquinho de água).

O meu macarrão ficou enxutinho, mas se você quiser bastante molho é só duplicar as quantidades dos ingredientes para o mesmo.

Agora acrescente ao molho, os legumes com a carne, misture tudo e deixe esquentar (não precisa esquentar durante muito tempo). Ponha agora o macarrão, desligue o fogo e misture tudo até que fique bem mesclado. 

Mesmo sem o macarrão eu já tava aguando!

Pronto! agora é só servir (ou atacar em meu caso de faminta). Eu coloquei na mesa molho shoyu para alguma eventual correção do sal.

Abraços



sábado, 26 de março de 2011

Gyoza


Olá a todos!

Ontém a noite fiz Gyoza. Já faz um tempão que não fazia os bolinhos com carne de porco e acelga. Chineses ou japoneses eles são simplesmente uma delícia.

Já havia uma grande vontade de fazé-los novamente, mas aqui ainda não encontrei a massa pronta. Continuei sem achar, mesmo nas lojas de produtos orientais não tem.

Então resolvi fazer eu mesmo. Engraçado! Antes eu nem pensava em me atrever em fazer a massa para os Gyozas, pois achava que seria uma ciência. Sai procurando pela internet e achei uma receita bastante interessante e simples de fazer.

No blog do Vitor Hugo, Prato Fundo, achei a receita da massa que vos mencionei antes. Aqui o link para a mesma. Só para informação: eu pedi permissão ao Vitor para poder linkar a receita aqui em meu blog!!!

Para o recheio usei como base a receita que fiz da primeira vez. Que por sua vez tem base na receita do Jamie Oliver. O grande responsável para que eu experimentasse os bolinhos.

Concordo com  o Vitor enquanto ao uso da carne de porco. Realmente ela dá aos bolinhos um sabor especial e particular. Mas experimente com outro tipo de carne se você não gosta ou não come carne de porco e veja como fica. 

Gyoza
renderam-me 46 bolinhos à 8,5cm Ø, sem usar a massa que restou das rebarbas

Recheio

250g de carne de porco
200g de acelga
somente a folha sem o talo e bem cortadinha
30g de cebolinha cortada bem fininha
10g de gengibre cortado bem fininho
1 dente de alho (3g) cortado da mesma forma
2 col. de café de ajinomoto
1 col. de chá de mirim (Sake adocicado que servi para cozinhar)
1 col. de sopa de óleo de gergelim tostado
1 à 2 col. de sopa de molho shoyu ou 1 col. de sopa de shoyu e 1 col. de molho de ostras
1 col. de sopa de amido de milho*

Numa tigela junte a carne, a cebolinha, o gengibre, o alho, o ajinomoto, o mirim, o óleo de gergelim e o shoyu e ou o molho de ostras.


Misture rapidamente para unir os ingredientes. Agora você verifica se será necessário o uso do amido.
Junte a acelga e sove até que a mesma fique unida com a mistura da carne.


Algumas observações: 

Onde comprei  a carne, só tinha as fatias de lombo com um ossinho. Comprei assim mesmo, retirei o osso e triturei em meu triturador. Ficou uma beleza!

Eventualmente você ainda irá precisar de 1 col. de sopa de amido de milho* para dá liga na massa do recheio. Dessa vez não precisou, mas as vezes a acelga solta uma aguinha. É por isso que as vezes uso o amido.

De início faça somente a Mise en place dos ingredientes. Nesse caso, Mise en place é preparar os ingredientes para o recheio. Deixar tudo pesado, separado, em ponto de bala para usar. Assim como na foto à baixo. 


Reserve a carne, a acelga, o gengibre, o alho e a cebolinha na geladeira e retire uns 15 minutos antes de usar.

Só para acrescentar, na receita original se usa Nirá, que é a cebolinha usada no Japão (os chineses também usam). Ela tem um formato pareceido com nossa cebolinha, mas no fim do bulbo tem um botão. Pois o Nirá é colhido antes de dar a flór.    

Fonte: google imagem

Faça a massa. Deixe pré-cortada e suficientemente enfarinhada para que não grude uma na outra. Agora faça o recheio. Tem que ser rápido! Depois é só começar a recheiar a massa, dá o formato característico e depois coze-los. 

Tome cuidado para não recheiar muito, se não, não conseguirá fechar os bolinhos. O inverso também não é bom, assim você terá mais massa do que recheio.

Eu usei uma dica de uma conhecida minha de povilhar um pouquinho de amido de milho na assadeira ou prato onde eu fosse colocando os Gyozas antes de coze-los.


O cozimento é bastante particular. Você esquenta uma frigideira com tampa (teflon é a melhor escolha), coloca uma camada fina de óleo e transpõe os bolinhos. Deixe-os "tostando" por alguns minutinhos (veja para que o fogo esteja em temperatura média). Depois jogue 200ml de água filtrada ou mineral na frigideira, tampe rapidamente e deixe terminar o cozimento no vapor gerado pela água.

Estarão prontos quando a água secar. Eu os servir com molho shoyu, mas você servi como preferir. O Jamie fez um molhinho com shoyu, óleo de gergelim, Sake e molho de pimenta dedo de moça. Se não me falhe a memória.

Veja nesse link como dá formato aos Gyozas! No meu caso não precisei molhar tanto assim as beiradas da massa. Pronto!!

Deixo aqui também registrado com fotos o passa a passo do preparo da massa. Sigam as instruções do Vitor direitinho viu!!!

Depois da água quente
Depois da água fria e do óleo
Um abraço

Tô sem tempo!!!!


Me desculpem todos esses dias sem nada de postagem.

Essa foi uma semana puxada para mim. Mesmo assim não deixei de me alimentar. Mesmo se foi com comidinha prontinha na embalagem-zinha, hihihi!!!

É o seguinte! Na noite antes da noite de ontém cheguei em casa com muita vontade de comer Pasta (mas sem vontade de faze-la) com molho de tomate com atum, creme de leite e queijo ralado na hora. Só faltou a dona salsinha!!


Foi o que fiz, e durou somente 15 min. para ficar pronto. HHHUUUMMM!!!

Sei que esse blog merece uma opção melhor para o jantar, mas só queria mostrar que tambem sou filha de Jah e que como produtos já pré-cozidos. Mas nada de miojo, viu!!



Amanhã estarei postando uma delícia que fiz hoje (até já editei as fotos) para vocês.

Abraços

segunda-feira, 21 de março de 2011

Leite quente melado com chocolate

Leite quente melado com chocolate
Olá a todos!

Antes de começar a escrever o texto de hoje, gostaria de abordar três coisinhas.

1. O blog tem novidade!! A marca d'água nas fotos. O que me levou a fazer isso? Leiam isso! do blog da Sam (Fofurices). Tô trabalhando para que todas as fotos tenham a marquinha gourmetegourmand.

2. No final de semana que passou fiz aquela torta de queijo gelada com goiabada e pedaçinhos de goiaba mais uma vez e tirei todas as fotos que tinha direito. Já não estou mais devendo essa. Aqui, vejam com vossos próprios olhos!!! Só preciso alinhar algumas fotos ainda.

3. Hoje li o blog do Diego Lozano e vi que ele tá indo há Páris para o salão do chocolate???? Eu já havia na semana passada ligado para o escritório do AMMA chocolate para me informar da data e do local da feira que "aconteceria" aqui na Bahia e agora leio isso?! Ainda não recebi respostas, mas estou averiguando o caso!

Agora vamos ao texto!

Parece que eu tava adivinhando que o tempo iria dar uma esfriadinha, hihihihi!!!

Fiz na última quinta-feira uma experiência com meu leite quente dos 70% de minhas manhãs. Resolvi fazer uma trufa  e derrete-la em meu leite quente.

Esse Post era para se chamar Chocolate quente trufado, mas quando eu derreti a trufa no leite, ficou boiando aqueles pedaçinhos microscópicos de chocolate. Aí pensei! Já que não derreteu direitinho (eu já havia contado com isso) vou chama-lo somente de leite quente melado com chocolate.

Ficou bom!

Leite quente melado com chocolate
Rende 9 meia esfera de 22g cada

Trufa

100g de chocolate em barra (eu usei com 50%)
40g de creme de leite fresco
20g de manteiga sem sal
1 col. chá de mel ou karo
De 1 à 3 col. sopa de cacau em pó (8g = 1 col. sopa) + o quanto baste para "empanar" as trufas.

Derreta o chocolate da maneira que preferir. Esquente o creme de leite. Acrescente o mesmo ao chocolate e mexa. Depois a manteiga, mexa. Agora o mel ou karo, mexa e por último o cacau em pó (a quantidade depende se você vai querer mais forte ou suave mesmo) e mexa até que fique tudo homogêneo.


Distribua a "massa" da trufa em uma forma de silicone com formato de meia esfera (acredito que média, não sei, não comprei-na aqui) e leve para gelar até que fique bem, bem firme. Não é para deixar ficar duro, se não você não consegui espetar os palitinhos.

Eu usei alguns palitos de bambum que tinha aqui em casa, na verdade escolhi o maior deles, pois tem maior estabilidade nos dedos, mas acredito que com palitinho de churrasco também dá certo.

Depois de fria e firme, retire a trufa da forma e retorne à geladeira para endurecer mais um pouco. Esse passo tem que ser feito rapidamente para que a trufa não derreta. (quando fiz ainda estava uns trinta graus em Salvador).

Agora espeti os palitos. Jogo rápido viu!! Se não conseguir fazer rápido, faça um por um, deixando o restante na geladeira.

Não é que fica parecendo uma colher hihihi, foi essa mesmo a intensão.

Agora passe as trufas já espetada e ainda fria, no cacau em pó e retorne à geladeira. Lá elas podem ficar bastate tempo. Não sei precisar quanto. As que sobraram ainda estão aqui na geladeira.

Deixe na geladeira até endurecer totalmente.

 
Para o leite melado em sí, usei 200ml de leite bem quente (fiz até uma espuminha) para cada trufa. O bom de tudo é que com a trufa gelada o leite no final não fica tão quente e dá para beber logo!!! Pãozinho quente com manteiga, hhhuuummm!!!

Dei a amostra da foto à seguir, ao meu marido para degustar e ele ao invéz de derreter a trufa no leite quente até o fim, comeu foi a metade da trufa e bebeu o leite depois. Guloso!!!


Abraços, abraços e abraços

quarta-feira, 16 de março de 2011

Pasta fatta in casa


Tagliatelle com molho de frango, mangericão seco e azeite de pimenta calabresa


Pasta feita em casa, Mamma mia!!!

Pois é meus amigos, pasta feita em casa. Uma das minhas disciplinas prediletas na cozinha.  Disciplina também que já pratico há alguns aninhos nessa minha vida gastronômica.

Sem demora vou logo falando que fizemos dois vídeos (um dividido em dois) tipo “Silent Cooking” para vocês (tem só uma musiquinha de fundo), mostrando passo a passo o fazer da massa (em sí), alguns tipos de Pasta, como se fala na Itália, e o cozimento.

Agradeço desde já, a colaboração do meu maridão nas filmagens e edição de imagem.

Vamos ao assunto!

Para que vocês entendam melhor o que se passa no vídeo, aqui vão as explicações necessárias. Dividirei tudo em quatro partes:

A massa (em sí)

Depois de muito fazer Pasta em minha vida “descobri” uma receita magnífica que não precisa usar farinha nem nada para abrir. Bom para mim que não devo inalar farinha de trigo por probleminhas alérgicos!

Essa receita rende Pasta suficiente para duas pessoas com muita fome ou quatro que estão comendo um Menu de três ou quatro pratos. Vocês entenderam? ou seja, duas porções grandes e quatro pequenas.

Vejamos os ingredientes:

6 gemas, mais ou menos 115g de gema

150g de farinha de trigo, de preferência de trigo duro

E talvez, dependendo da farinha, uma colher de sopa de água filtrada ou mineral

Essa massa exige muita força nas mãos. Não aconselho usar essa receita para fazer comida para um batalhão, pois pode acontecer (se você tiver de fazer tudo sozinha ou inho) de você ter dores nas juntas dos dedos depois. Mas passa, viu!

Quando a massa estiver pronta, cubra com filme plástico e deixe repousar por no mínimo 30 minutos, se for fora da geladeira. Deixe em um local escuro ou cubra com um prato de cerâmica fundo, como eu fiz. Para deixar a massa repousar mais tempo, no max. 1 hora, deixe na geladeira. Retire e deixe que fique na temperatura ambiente de novo antes de trabalha-la. 

Os tipos de massa

No vídeo mostro seis tipos de massa. São eles respectivamente: Tagliatelle (que pode ser cortado de duas formas), Tagliarini, Farfalle (ótimo para criança, tem o formato de uma gravatinha), Reginette, Lasagne e uma ilustração de como se deve proceder fazendo Ravioli. 

Para unir a massa use ovo batido como cola (se quiser use um pincel) e sempre junte bem as bordas retirando todo o ar de dentro, se não, o ravioli pode “explodir” no cozimento. A massa não pode estar furada, pois no cozimento pode entrar água e seu ravioli vai ter um recheio indesejado.

No livro de Sante di Santis, ele ensina que Parpadelle tem 1,3cm, Tagliatelle 7mm e Taglierini 2mm de espessura. Pois é, esqueci do Parpadelle! Bom, é só cortar a tira com 1,3cm de grossura e você terá um Parpadelle feito em casa.

A verdade é que existem infinitos tipos de Pasta na Itália e cada aldéia deve ter uns cinco, sete ou mais tipos. As vezes é o mesmo tipo de uma outra aldéia, mas tem outro nome. Portanto não se aperrenhem em invertar se quiserem.

Uma dica muito útil é a espessura que a massa deve ter para cada tipo de Pasta.

Geralmente as Pastas que levam recheio, a massa deve ser fininha, pois assim quando você cozinhar não vai ficar uma coisa grosseira nas partes onde foram unidas. 

Já para as de corte simples, tipo Tagliatelle, Lasagna, Parpadelle... pode ser um pouco menos fina.

As modeladas à mão não darão certo com essa receita que passo à cima, pois a massa para esses tipos feitos à mão devem ter um pouco mais de umidade (apesar de serem chamadas de massa seca) e geralmente não levam ovo. Por exemplo: Orecchiette, Strozzapreti, Trofie...

Não jogem as sobras fora. Eu as cozinho normalmente como qualquer Pasta.

No filme tô usando minha maquininha manual de Pastas para abrir massa, mas é claro que vocês conseguem fazer com um rolo de macarrão. Afinal foi para isso que ele foi criado né?

O cozimento

Para cada 100g de massa, 1l de água. Isso se aplica quando é usado farinha de trigo para abrir a massa. Eu sigo essa proporção mesmo não usando farinha para abrir-la. 

O cozimento acontece muito rápido. Em um minuto a massa (se a água estiver fervendo!) já estará cozida. Não coloque muito sal na água, pois lembre que o molho e o queijo já tem sal.

Quando a massa subir a superfície da água já estará pronta para o encontro com o molho.

Quando a massa sai da panela com água tem que ir diretamente para a panela do molho que por sua vez não precisa estar mais cozinhando. Misturou um pouquinho, direto para o prato e atacar!

Na Itália se diz, a pessoa pode esperar pela Pasta, mas a Pasta não espera pela pessoa. Usei pessoa para ilustrar o comensal.

Nesse vídeo eu fiz um molho com peito de frango, mas você pode usar a imaginação e criar um molho que te agrade. Por fim, povilhei a preparação com mangericão desidratado e reguei com azeite de pimenta calabresa que eu mesmo fiz.

A secagem (opcional)

Eu faço Pasta as vezes para presentear pessoas especiais. 

Para isso deixo que seque no ar do ambiente mesmo. Quanto menos úmido o ambiente, mais rapidamente seca a Pasta. 

No filme mostro uma tela que você pode usar ou não. Você também pode pendurar a Pasta em um cabo de madeira e ela secará lindamente também.

Estará seca quando você pegar uma “amostra”, quebrar e se romper. Não deve mais se esticar. Tem que fazer “tac”.

O cozimento segui da maneira que fazemos como de costume em casa. Para Pasta seca gosto de cozinhar “al dente”, termo italiano que define o ponto de cozimento de pastas, cereais (arroz) e hortaliças quando estas oferecem alguma resistência ao serem mordidas, apesar de estarem cozidas (definição encontrada no Yahoo). Funciona melhor com Pastas industrializadas feitas de grano duro. 

Pronto!

Gostaria de acrescentar que essa é só mais uma receita de Pasta, mas existem várias por aí, natura, com açafrão, com espinafre, com tomate, ervas.... 

Se ficaram dúvidas ou curiosidades, escrevam-me gastrosushicocada@gmail.com .Terei prazer em ajudar.

Abraço e vamos aos vídeos!!!


Atualização em 03.09.2012

Caros amigos, tive que remover os vídeos temporariamente, pois terei de retirar a música de fundo dos mesmo, por que não foram autorizadas pelos musicos e etc.
Recebi um e-mail do You Tube avisando do uso incorreto e estou providenciando um vídeo silencioso mesmo.
Me desculpem o transtorno, mas logo, logo recolocarei os vídeos aqui ;)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Cupcake

Cupcake de limão com creme de manteiga

Força, perseverança e oração para o Japão!

Cupcake, huuummm!!!

Vocês já devem ter ouvido falar dessa delícia. Fofinho, com recheio ou sem, com coberturas cremosas e suculentas, enfeitados, de chocolate, morango, limão, doce de leite...  é simplesmente delicioso.

Cupcake é uma fatia de bolo previamente “porcionada”. Nos EUA eles são um sucesso. Na terra do príncipe Charles eles são mais conhecidos como Muffins, também são um pouco maiores e geralmente não tem recheio ou cobertura, mas na maioria das vezes tem algum tipo de fruta em sua receita, o que confere suculência. 

Além de ser delicioso, é bastante prático e tê-lo em festas que precisem de um bolo, é uma mão na roda. Não precisa cortar (ocupa tempo e suja faca), nem de pratinho (guardanapo já resolvi, economia e ecologia!), se não for para aniversário de criança, e ninguém vai reclamar que não teve cobertura ou recheio. 

Eu vou ainda além. Não precisa ver quem ainda não foi servido, pois é só colocar um suporte cheio deles no meio da mesa e assim cada um pode se servir à-vontade. Não quero com isso dizer que não gosto de ser atenciosa com os convidados, pelo contrário, uso o tempo extra para ver se está tudo ok com eles.

Esses bolinhos danados combinam com um monte de coisas, chá quente ou gelado, o mesmo para café, refrigerante, leite gelado, sucos, achocolatados... Podem também ser servidos em festas (já disse!), como sobremesa, numa mesa de amigas ou amigos, para os filhotes levarem para a escola, comer com a pessoa amada ou comer na intenção de fazer inveja nas “inimigas” (rsrsrs). Em fim, um leque de oportunidades! 

Eu já os fiz algumas vezes e adorei, comprei até um livro para ficar mais esperta na matéria.
Quando quero come-los sem precisar fazê-los, vou lá na rua das hortências n° 478, ao final de linha da Pituba, na divinecake, boutique de cupcake, (71 3451 1468), umas três ou quatro casas depois da Tortarelli. Lá encontro uma variedade de Cupcakes bem feitos, além disso o atendimento é de primeira e também pode fazer encomenda. Tô até ficando com vontade!

É isso aí, sou fã dos bolinhos mesmo!

Háááá!!! Uma dica! Você pode acessar na minha "receita" de blogs (nesse blog) o blog da Sam, ela é Expert no assunto. E se vocês ficaram com vontade de fazer os bolinhos é só entrar no blog dela, lá tem muitas dicas e receitas que dão certo. Aqui em Salvador já tem lojas que oferecem todos os acessórios necessários para fazê-los, inclusive as forminhas de papel impermeável, importante!!! 

E como é de lei nesse blog, deixo fotos dos Cupcakes que já fiz logo abaixo. Acho que uma impressão visual (sou um ser humano visual) não mata ninguém, né?

Abraços

Olha só o recheio do cupcake de limão!
Cupcakes de baunilha com creme de manteiga de chocolate
Cupcake de baunilha com creme de manteiga de chocolate
 






Cupcake de baunilha...  e recheio de brigadeiro
Cupcakes e Minicupcakes de baunilha com gotas de chocolate e ganache. Servidos na festa de um ano de Cadu

quarta-feira, 9 de março de 2011

Vídeos interessantes!

Olá gente,

gostaria de compartilhar com vocês alguns vídeos do Belcolade que ando vendo na internet. Por sorte é uma arte de Silent Cooking vídeo e não é falada uma só sílaba estrangeira.

Sem mais texto por hora. Melhor que usem o tempo para dá uma olhadinha nos vídeos.

Abraços






Belcolade, Chocolate belga!


Oeuf cocotte!!


Pronuncia-se assim: “öf cocot”, pois é, tem que fazer o biquinho para o som sair um pouco mais original.

Uma maneira francesa de se comer ovo, pelo menos até onde eu sei. Oeuf significa ovo e cocotte é o nome da “panelinha” onde esse ovo é cozido.

A “panelinha” que geralmente é usada, é de ferro fundido e esmaltado. Hoje em dia vejo muito as pessoas usarem a cocotte feita de cerâmica. A de vidro é uma vresão mais moderna (também pode ser cozido em Ramequins).


Todas as imagens das cocotte foram retiradas do google imagens!

Não só as pessoas em suas casas usam a cocotte desses materiais, mas também os chefes de cozinha e os amantes da mesma.

A receita original é muito simples. Consiste em pincelar a cocotte com alguma gordura, cobrir o fundo com creme de leite fresco, temperar com pouco sal e pimenta e colocar o ovo (sem casca) no meio. 

Cozinha-se em banho-maria. Se quiser pode corrigir o sal e a pimenta mais uma vez. Depois é só deliciar-se. A gema fica mole, é por isso que deve ser usados ovos de procedência confiável. Vejam fotos no Google!!!

Tenho alguns livros que falam especificamente sobre a matéria e outro que o Oeuf cocotte só aparece em um pequeníssimo treicho de um capítulo.

Nesses livros os chefes apresentam receitas diferenciadas e super modernas, que em minha opinião, combinam com o paladar arrojado das pessoas de hoje.

Eles acrescentam outros ingredientes na receita. Como: espinafre, alho, peixe, ervas, cenoura, queijo, óleos, salsichas, presunto, aspargos, páprica em pó, tomate, até cobrem a boca da cocotte com massa folhada e muito mais.

Enquanto o Oeuf cocotte pode ser acompanhado de torrada ou pão, as mais modernas versões já são uma refeição em si. Mais é claro que uma torradinha de alho, como acompanhamento, não me encomodaria. Taí uma idéia para substituir o ovo mexido de todos os dias!!

Eu tenho a sorte de ter um marido bastante criativo na cozinha e que já fez várias versões do Oeuf cocotte para nós que ficaram uma delícia.

Aqui deixo uma fotinha para vocês saberem como ficou uma delas!

Oeuf cocotte com ovo, creme de espinafre, salmão e aspargos frecos

As cabeças dos aspargos não estão queimadas, só para acrescentar!

Um abraço

Fonte das fotos anteriores: Internet. Não fui eu quem fiz!!!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Carnaval salgado e doce



Olá a todos!

Os dias de carnaval estão sendo dias muito tranqüilos para mim e minha família. Estamos em casa fazendo tudo o que não dá para fazer quando estamos em dias de trabalho. 

Eu continuo trabalhando (sem pressa) de dia e pela noite assisto alguns filmes (não gastronômicos!) que estão na lista de espera.

No sábado convidei dois amigos para virem jantar no domingo e eles aceitaram.

Viva aos produtos de nossa terra!

Não demorei muito para organizar o Menu:

Prato principal: Mousseline de mandioquinha com peito de frango pochê (cozido em caldo não fervente) e molho de vinho branco. Guarnecido de uma saladinha agredoce de chuchu

Sobremesa: Crumble de manga com sorvete de baunilha (ou creme) sem passas


Tanto o prato principal quanto a sobremesa foram um sucesso, mas a sobremesa (rsrsrs) foi uma descoberta para todos.
Geralmente, em sua receita original, Crumble é feito com maçã ou pêra. Ontém (por eu ter sempre manga em casa) resolve usar manga. E ficou muito bom!


Gostaria de dividir a receita, improvisada (mas que deu certo), com vocês.

Lá vai!


Crumble de manga com sorvete de baunilha
Rende oito porções


Etapa 1 

De 675g à 725g de manga
100g de açúcar cristal
20ml de lícor de laranja ou rum ou o que você preferir (só não sei se toda bebida alcoólica combina com o sabor da manga) Opicional!!!

De preferência use uma manga que seja também um pouco azeda e não use uma manga muito madura.

Descasque a manga, corte em “filetes” não muito fino (entre 5 e 8 mm) e reserve.


Coloque o açúcar em uma assadeira ou uma panela com 30cmØ, assente-o no fundo e deixe virar um caramelo lentamente. Fogo baixo.

Adicione a manga cortada e mexa para distribuir a manga no caramelo. Logo em seguinda adicione o lícor de laranja ou Rum deixe cozinhar durante alguns segundos e desligue o fogo.


Distribua igualmente a manga caramelizada em forminhas de porcelana chamada Ramequim (os meus tem 4cm de altura e 8cm de diâmetro). Digamos que você deverá encher 2cm com a manga e 1cm com a camada que virá.

Ramequim

Deixe esfriar totalmente antes de colocar a segunda camada que virá.


Etapa 2

25g de açúcar mascavo
25g de açúcar demerara
150 g de farinha de trigo sem fermento
70g de manteiga gelada sem sal

Em um bowl* coloque os açúcares a farinha e misture bastante. Eventualmente você terá que desmanchar uns gomos de açúcar mascavo.

*Bowl
Recorte a manteiga em cubinhos e coloque junto com os outros ingredientes no bowl. Com ajuda de um garfo, amasse a manteiga até que vire uma farofa. 

 
Se seus potinhos não estiverem ainda totalmente frio, reserve a farofa na geladeira.

Agora coloque, com ajuda de uma colher de chá, a farofa por cima das mangas caramelizada. Não aperte para assentar a farofa, somente espalhe e deixe bem soltinha. Coloque na geladeira durante uma hora e só asse depois desse tempo. Pode sair da geladeira e ir direto para o forno.


Asse em forno pré aquecido à 230°, quando colocar a assadeira com os ramequins no forno diminua a temperatura do forno para 205°, deixe assando durante 20 min. (esse tempo vai de forno para forno) e mais 5 min. no grill para dourar por cima. 

Não façam que nem eu que perde a hora e quase ficou tudo preto! 

Sirva com sorvete de baunilha ou do sabor que preferir.

Aqui estão duas sugestões de como servir, mas você também pode fazer um única porção, usando um refratário de vidro ou barro. Nesse caso é só fazer uma receita e meia da farofa ao invés de somente uma. 

Se sobrar alguma porção para o dia seguinte, você poderá esquentar no microondas (pot. max.) duas vezes 30 segundos e ela estará ótima. 


Delicie-se!!!


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